10 minutos

Posted Maio 14, 2009 by Sue
Categories: Uncategorized

Tags: , , ,

Caí na besteira de querer escrever algo bonito em menos de 10 minutos. Menos de 10 minutos, é isso o que eu tenho até estar completamente atrasada e ter de sair daqui correndo, parecendo uma louca. Tenho menos de 10 minutos para escrever, e às vezes parece que tenho menos de 10 minutos para muitas outras coisas.
Às vezes, quando estou num teste difícil, eu olho para o relógio e faltam menos de 10 minutos. Ou estou indo a um compromisso, e ainda estou longe do lugar, olho para o relógio e faltam menos de 10 minutos.
Eu definitivamente odeio o tempo. Luto incessantemente contra ele, e invariavelmente eu perco. Perco porque eu sempre tenho menos de 10 minutos para fazer alguma coisa.
O ser humano é muito imediatista, quer tudo no seu próprio tempo. Sou humana, sou imediatista. Por exemplo, mal dormi essa noite ansiosa por um resultado, e esse resultado foi adiado para sexta-feira. Mais dois dias.
Outro exemplo: até hoje, mal vivi, ansiosa por viver uma paixão bacana, daquele tipo de tirar o fôlego, o sono, a fome. Daquele tipo que faz seu coração acelerar quando pensa em alguém, que faz você esquecer de respirar quando vê alguém, que faz seu coração querer parar de bater quando essa pessoa te olha. Mal vivi, admito, e nem @OCriador vai trazer os momentos que eu perdi de volta. Vivi pouco, esperando alguém com quem pudesse viver intensamente.
Agora esses 10 minutos que tenho pra escrever me lembram que ainda tenho muito pra viver, e o tempo está passando. Por causa de algumas feridas, eu não sei deixar ninguém entrar na minha vida, vida da qual eu tenho vergonha. Vergonha porque não foi vivida, vergonha porque é vazia.
Tenho certeza de que pela minha vida passaram muitas pessoas com quem eu poderia ter vivido tudo o que eu queria ter vivido. Mas eu estava ocupada, sendo uma idiota esperando.

Ainda estou.

Partida, querer, viver

Posted Março 5, 2009 by Sue
Categories: Sem nexo

História mal contada, meio acabada, sem sentido, pela metade. E eu ainda lutando para descobrir o fim, mesmo sabendo como ela acaba.

Depois de toda dor, depois de todo amor, vamos nos sentar no sofá, ver imagens do passado e rir desesperadamente. Ou não.

Talvez eu não queira mais a vida ao ver você partir, depois de descobrir em você a vida.

Todos sabem, isso não impede a partida, não impede de viver, não impede de sentir. Não vou dizer que não consigo viver sem você, porque eu consigo.

Eu só não quero.

Detalhes

Posted Fevereiro 2, 2009 by Sue
Categories: Uncategorized

Sinto que eu estou amando. Não, não estou amando uma pessoa, nem um objeto, nem nada. Eu apenas tenho amor dentro de mim. Agora não acordo mais com um pensamento pessimista como “droga, mais um dia -.-”. Agora eu me levanto feliz, agradecendo por mais um dia, e vou dormir feliz, sonhando com o dia de amanhã, que vai ser melhor ainda! É como se algo que está preso aqui dentro de mim há muito tempo simplesmente tivesse se libertado, e ainda não entendo porque eu deixei tanta coisa boa ser sufocada por tanto tempo!

Eu estou amando, amando a vida, amando os detalhes, amando a beleza, amando a cultura, amando as coisas, amando a mim mesma. Estou amando e talvez um dia quem sabe eu também seja amada.

Hoje eu quero dar um abraço em alguém, tomar um sorvete e dançar sem música. Ouvir músicas de amor e me emocionar. Quero fotografar flores, pássaros, borboletas, animais, pessoas! Quero registrar a beleza da vida. Hoje eu quero ter um chinelo amarelo, e usá-lo com meia e minha calça xadrez, sem medo dos pensamentos alheios. Hoje eu quero ter tempo só pra mim.

Hoje eu quero alguém pra abraçar. Pra amar. Pra me amar.

Falta

Posted Dezembro 12, 2008 by Sue
Categories: devo estar bêbada (gulp)

Eu sou superficial, difícil de agradar, e gosto de sapatos, bolsas, vestidos, flores e romances, como toda boa garota em seus 18 anos, mesmo sabendo que os romances acabam, as flores morrem, os vestidos rasgam, as bolsas envelhecem e os saltos dos sapatos quebram. Há quem chame isso de futilidade, eu chamo de felicidade. Não demonstro ciúmes, odeio “barracos”, adoro silêncio. O silêncio às vezes pode dizer muitas coisas, no silêncio os olhos falam. Sempre quis me apaixonar, talvez até seja por isso que eu não consigo. Mas sei lá, eu também acho que é melhor estar sozinha do que ao lado de qualquer pessoa. Sei que quando encontrar alguém, vai ser especial. Não vivo sem música, amigos e sorrisos. Mas nem todas as vezes em que estou sorrindo estou realmente alegre. Eu às vezes sorrio para afastar a tristeza e, quando estou sozinha, eu choro. Não me chamem de “emo”, nem nada assim. Todo mundo sofre às vezes, certamente você também chora, e todos a sua volta também. É só uma questão de ter coragem de admitir. Eu não gosto de beber, e odeio cigarros ou drogas. Sou bastante rude e seca na maior parte das vezes. Mas sou uma boa pessoa, eu acho. Odeio muita coisa, mas amo mais coisas ainda. Assim como qualquer pessoa, eu só quero ser feliz. Então, por favor, dê-me sapatos, bolsas, vestidos, flores e romances. Obrigada.

vida, loucos livros

Posted Novembro 19, 2008 by Sue
Categories: devo estar bêbada (gulp)

Não acho que ler lhe enriqueça algo além do vocabulário, das vontades, dos sonhos, das fantasias. Ler não torna ninguém mais culto, e não ler não quer dizer que sejamos ignorantes. Existem pessoas tão sábias, mas tão sábias! E elas ao menos conseguem juntas B com A para formar o BA.
Pra mim, ler é diferente. Ler é viver tudo aquilo que eu tenho vontade e não posso, pois sou limitada pelas malditas leis da física. Lendo eu posso voar, posso fazer mágicas, posso ser outras pessoas, posso amar. Hoje não me surpreendo mais quando estou lendo e lágrimas brotam em meus olhos, ou sorrisos em meus lábios. Já me habituei.
Me habituei a sentir emoções que não são minhas, a imaginar os beijos que outras pessoas dão, viver vidas que não são a minha. Me habituei a sonhar com tudo aquilo que numa folha repleta de palavras é possível, porque eu já não sei se eu seria capaz de viver aquilo realmente.
Eu gostaria de ser um personagem de algum livro bacana…
Estou lendo atualmente dois livros: Harry Potter e as Relíquias da Morte, e Cem Escovadas Antes de ir Pra Cama.
Há quem diga que o segundo é muito melhor que o primeiro. Eu desacredito. Prefiro livros cheios de magia e coisas “impossíveis”. Entenda-se como “coisas impossíveis” não apenas fazer “abra-cadabras”, e sim amar daquele jeito, confiar cegamente daquele jeito, odiar daquele jeito… É tudo tão intenso! A vida nos livros é intensa! A vida real não é legal. Mamãe costuma dizer que para mim “ler também é um vício”. Desconcordo. Ler é uma forma de viver.
Eu prefiro viver através dos livros.
A propósito, quem souber maneiras de viver histórias de livros, pelo amor de Deus, compartilhe comigo.
Obrigada,
Adeus.

Nada muito importante.

Posted Outubro 17, 2008 by Sue
Categories: devo estar bêbada (gulp)

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(Leminski)

Sem inspiração hoje, a raiva me tomou a alma.
Adeus :D

Amores, Flores e Blablablá

Posted Setembro 30, 2008 by Sue
Categories: Uncategorized

Às vezes a gente acha que um simples raio de sol vai fazer o dia mudar, que um gole de água vai matar a sede, que uma camiseta vai proteger do frio, que uma paixonite vai curar a falta de amor.

Às vezes a gente acha que um pouco de voz vai quebrar o silêncio pra sempre, que um pouco de flores vai colorir o preto-e-branco da vida, que um pouco de atenção vai suprir a carência, que uns poucos colegas vão suprir a falta de amigos.

Às vezes a gente acha que estar sozinho é melhor que estar mal acompanhado, que estar acompanhado é melhor que estar sozinho, que ser feliz significa nunca mais sentir tristeza.

E então, às vezes a gente se engana.

Quero mais que um raio de sol, que um gole de água, que uma camiseta, que uma paixonite. Quero um dia ensolarado, e toda água que eu puder beber, toda roupa que eu quiser vestir, todo amor que eu puder sentir.

Quero mais que um pouco de voz, que algumas flores, que um pouco de atenção, que alguns colegas. Quero gritos, canções, música! Quero um imenso jardim, quiçá uma floresta! Quero receber atenção, quero dar atenção, quero amigos de verdade!

Quero mais que estar sozinha, quero mais que estar acompanhada, e mesmo sendo feliz, quero sentir tristeza.

Quero flores, amores e blablablá.

Feche os olhos e…

Posted Setembro 18, 2008 by Sue
Categories: devo estar bêbada (gulp)

Tags: , ,

Sou obrigada a ouvir todos os dias uma série de reclamações: “ah, eu não aguento mais sofrer por esse cara!” ou “essa garota um dia vai me amar e eu não vou estar nem ai pra ela!”. Gente, quer saber? DANEM-SE vocês e seus amores não correspondidos. DANEM-SE, ok? Seus hipócritas, imbecis!

Eu digo isso porque eu daria tudo muita coisa para ter um amor, mesmo que não correspondido. Não, eu não sou louca, não estou bêbada. Talvez seja o efeito dos remédios que estou tomando por causa da garganta. Mas, mesmo antes dos remédios, eu queria me apaixonar.

Pode me chamar de quase tudo que quiser, eu não me importo. Eu só queria fechar os olhos antes de dormir, e enxergar alguém, ou me distrair no meio do expediente porque começou a tocar Tarde Vazia, ou trocar o nome de alguém pelo nome dele, ou sei lá! Passar horas olhando pro nada e o enxergando ali. Mesmo que fosse platônico, não ligo. Quem não ama, não é feliz. Quem ama e não é correspondido, é feliz sem saber. Mas se você ama e é amado, SE MATA! Eu odeio você. HAHAHAAHA!

Sobre isso, tenho muito mais a dizer, mas tenho muito mais a fazer. Queria mesmo me apaixonar, deixo aqui o meu protesto. Adeus.

Fonte (imagem): Inusitatus

O mundo não precisa de você.

Posted Setembro 11, 2008 by Sue
Categories: Pensamentos

Tags: ,

Às vezes parece que a vida simplesmente pára, mas depois ela começa a acontecer rápido demais. De tudo o que eu queria, nada acontecia. Agora tudo acontece ao mesmo tempo e eu não sei o que fazer. É isso. Não sei o que fazer. Não sei. Aliás, quem é que sabe o que fazer? Isso é humano, ‘não saber’. Mais humano ainda é não saber o que fazer. E ainda mais é fazer tudo errado, por não saber. Eu sou humana, acho que estou cometendo os maiores erros da minha vida. Mas eu não ligo. Tou arriscando a vida pra ser feliz.

Mas então, o que que o resto do mundo tem a ver com isso? Ele não precisa de mim pra existir. Mesmo que eu precise dele. E eu preciso, muito. Preciso tanto que me preocupo com o fato de não saber. Me preocupo em não errar, o mundo não aceita erros. O mundo é pior que um chefe: não aceita erros e não precisa de você. Se você errar, ele simplesmente coloca outra pessoa em seu lugar.

Sabe, eu não quero ser substituida. Não ligo se ninguém me entende, só quero ser feliz.

Afinal, quem é que não quer?

Ouvindo: Abril – Mundo

Laranja, cenoura e tomate.

Posted Setembro 4, 2008 by Sue
Categories: Pensamentos

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Li ontem, a caminho da faculdade, uma crônica bastante interessante, em que o cronista questionava “onde estava a rúcula quando éramos crianças?”. Na verdade, não só a rúcula, como todas as outras verduras e leguminosas: alcachofra, alface, rúcula, escarola, brócolis, agrião – quem comia agrião quando era criança? – e toda a sorte de proparoxítonas e paroxítonas verdes nada atraentes aos seus olhos infantis.

De fato, devo concordar que dentre todos esses nomes estranhos, poucos enchiam nossos pratos quando éramos pequenos – pelo menos que eu me lembre. Não me lembro de ter provado alcachofra vez alguma em minha vida. E estou quase certa de que provar esta iguaria não vai me tornar uma pessoa melhor! Aliás, esse nome me dá medo: “alcachofra”. Parece nome de bruxa de história infantil. “A Bruxa Alcachofra”. Não me surpreendo ao ver que as crianças não queiram comer essas coisas! Imagine só, comer uma coisa que só o nome já faz tremer as bases! Mesmo assim, voltemos ao assunto.

Quando éramos crianças, não comíamos verduras de nomes estranhos, nem tínhamos que ir ao banco. Aliás, para mim, bancos não existiam! Ou até existiam: eu sentava neles. Quando éramos crianças, as contas não venciam, o dia era longo e curto ao mesmo tempo: longo porque fazíamos tudo o que queríamos e sempre tínhamos um tempo vago, curto porque o tempo voava quando nos divertíamos. Quando éramos crianças, o trânsito não estressava, e as pessoas se dividiam em “as legais” e “as más”: as legais sorriam para você, brincavam com você e às vezes até te davam um doce, as más eram dentistas, médicos, professores substitutos e vizinhos cri-cris. Haviam muitas pessoas más, muitas mesmo. Mas era divertido!

Ontem à noite, depois da faculdade, nos reunimos em volta de uma mesa para jogar conversa fora. É impressionante como mesmo fora do ambiente profissional, o seu trabalho insiste em continuar te atarzanando eternamente, como uma mosca enorme zumbindo em seu ouvido. Vocês já devem ter previsto que falávamos sobre trabalho. Sim, falamos sobre trabalho. E, quando não havia mais o que falar nem mesmo sobre trabalho, ouve-se uma voz:

- Mas e a cotação do dólar?

“Meu Deus!”, pensei, “onde estava o dólar quando eu era criança?”. Certamente junto com as verduras. Talvez entre a escarola e a Bruxa-Alcachofra. Aliás, “escarola” me lembra duas coisas: minha prima Caroline, e “escola”. Não sei que relação teria minha prima com a escola, além do fato de ela ainda estudar, mas tudo bem, minha imaginação é fértil.

- O dólar está a 1,6!

Eu tenho saudade do tempo em que eu jogava bola na rua com os meninos, ou quando brincava com minha vizinha de boneca. De quando eu brincava de escolinha, e eu aprendia de verdade! Aprendi a ler e a escrever com menos de 5 anos de idade, brincando. Eu gostava muito de brincar.

Uma outra coisa que eu lembro muito bem de quando eu era criança era um suco que minha mãe fazia. Suco de laranja com cenoura e tomate. Não, eu não sou estranha, ou talvez até seja. Mas esse suco é muito bom! Tem gosto de infância! Antes de me chamarem de louca, provem! É uma delícia. :D

De certa forma, crescer é bom, aprender é bom, ter experiência é bom. Ser criança para sempre é, além de impossível, monótono. Mas venhamos e convenhamos: Quem é que gosta de comer alcachofra aqui?

Beijos e abraços devidamente distribuidos.